Tempo livre, experiência e vontade de mudar o mundo. A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, pretende aproveitar essa combinação em profissionais de sucesso aposentados para ajudar a fortalecer o terceiro setor. A escola iniciou neste ano um curso, batizado de Advanced Leadership Iniciative (Iniciativa de Liderança Avançada, numa tradução livre), com objetivo de incentivar líderes a elaborar projetos para combater os problemas globais.
Os participantes também fazem viagens de imersão para entrar em contato com novas realidades e conhecer projetos inovadores. A primeira turma ficará até sábado (30/05) no Brasil e ainda passará ainda por Nova Orleans, nos Estados Unidos. Aqui, os profissionais conhecerão projetos como o Aprendiz, do jornalista Gilberto Dimenstein, e o programa de microcrédito do Banco Real.
Ao final do ano, quando o curso acaba, cada um dos participantes apresentará um projeto. Nele haverá a análise de um problema a ser enfrentado e seu plano para confrontá-lo.
“Nosso objetivo é formar um grupo de líderes experientes que agora quer se dedicar a melhorar o mundo. A experiência deles é um ativo que devemos usar”, afirma Rosabeth Moss Kanter, responsável pela iniciativa e professora da Harvard Business School. “Estamos tentando criar um modelo. Mesmo com toda experiência, há coisas que líderes ainda têm a aprender. Desde a atualização de seu conhecimento até uma transição para um novo tipo de liderança”.
A primeira turma do curso conta com 14 participantes de peso, alguns deles já envolvidos com o terceiro setor. Entre eles estão Charles Bolden, general aposentado da Marinha americana recém-nomeado presidente da Nasa pelo presidente Barack Obama; e Hans Ulrich Maerki, ex-CEO da IBM para Europa, Oriente Médio e África.
Novas necessidades
Uma combinação de acontecimentos levou à criação do programa, voltado para um público que havia deixado de freqüentar as universidades. Segundo Rosabeth, embora atualmente as pessoas estejam mais conscientes dos problemas mundiais, isso não tem sido suficiente para resolvê-los. “Uma das razões para isso é a falta de liderança. Há um vácuo. Nós precisamos de mais líderes”, fala.
À necessidade de fomentar liderança, soma-se a grande revolução demográfica que vivemos. Com os avanços da tecnologia, a população vive mais, tendo mais tempo para dedicar a outras atividades após sua aposentadoria. “É uma nova fase. Uma etapa para se usar tudo o que se aprendeu para fomentar mudanças sociais”, explica Rosabeth.
Desafios
Os selecionados para a primeira turma do programa foram convidados pelos professores de Harvard, que usaram seus contatos para escolher aqueles que melhor se adequavam ao perfil procurado. Os critérios levaram em consideração: diversidade entre selecionados, de 20 a 25 anos de experiência na área de atuação, características de liderança e desejo de fazer a diferença. Para a segunda turma, o mesmo procedimento deve ser adotado.
“As razões que atraíram os profissionais ao curso são das mais diversas, mas o que todos têm em comum é que querer fazer a diferença. Eles sentem a obrigação de retribuir à sociedade”, diz a professora.
O curso vai ajudá-los a estabelecer contatos, conhecer experiências bem-sucedidas, além de facilitar a transição do ambiente de trabalho. “Se você quer mudar o mundo, ser inovador, empreendedor, você não pode operar através de hierarquia, regras, tradição. Você tem que operar através da persuasão e diplomacia”, afirma Rosabeth. É uma grande mudança para uma nova vida.
Os participantes também fazem viagens de imersão para entrar em contato com novas realidades e conhecer projetos inovadores. A primeira turma ficará até sábado (30/05) no Brasil e ainda passará ainda por Nova Orleans, nos Estados Unidos. Aqui, os profissionais conhecerão projetos como o Aprendiz, do jornalista Gilberto Dimenstein, e o programa de microcrédito do Banco Real.
Ao final do ano, quando o curso acaba, cada um dos participantes apresentará um projeto. Nele haverá a análise de um problema a ser enfrentado e seu plano para confrontá-lo.
“Nosso objetivo é formar um grupo de líderes experientes que agora quer se dedicar a melhorar o mundo. A experiência deles é um ativo que devemos usar”, afirma Rosabeth Moss Kanter, responsável pela iniciativa e professora da Harvard Business School. “Estamos tentando criar um modelo. Mesmo com toda experiência, há coisas que líderes ainda têm a aprender. Desde a atualização de seu conhecimento até uma transição para um novo tipo de liderança”.
A primeira turma do curso conta com 14 participantes de peso, alguns deles já envolvidos com o terceiro setor. Entre eles estão Charles Bolden, general aposentado da Marinha americana recém-nomeado presidente da Nasa pelo presidente Barack Obama; e Hans Ulrich Maerki, ex-CEO da IBM para Europa, Oriente Médio e África.
Novas necessidades
Uma combinação de acontecimentos levou à criação do programa, voltado para um público que havia deixado de freqüentar as universidades. Segundo Rosabeth, embora atualmente as pessoas estejam mais conscientes dos problemas mundiais, isso não tem sido suficiente para resolvê-los. “Uma das razões para isso é a falta de liderança. Há um vácuo. Nós precisamos de mais líderes”, fala.
À necessidade de fomentar liderança, soma-se a grande revolução demográfica que vivemos. Com os avanços da tecnologia, a população vive mais, tendo mais tempo para dedicar a outras atividades após sua aposentadoria. “É uma nova fase. Uma etapa para se usar tudo o que se aprendeu para fomentar mudanças sociais”, explica Rosabeth.
Desafios
Os selecionados para a primeira turma do programa foram convidados pelos professores de Harvard, que usaram seus contatos para escolher aqueles que melhor se adequavam ao perfil procurado. Os critérios levaram em consideração: diversidade entre selecionados, de 20 a 25 anos de experiência na área de atuação, características de liderança e desejo de fazer a diferença. Para a segunda turma, o mesmo procedimento deve ser adotado.
“As razões que atraíram os profissionais ao curso são das mais diversas, mas o que todos têm em comum é que querer fazer a diferença. Eles sentem a obrigação de retribuir à sociedade”, diz a professora.
O curso vai ajudá-los a estabelecer contatos, conhecer experiências bem-sucedidas, além de facilitar a transição do ambiente de trabalho. “Se você quer mudar o mundo, ser inovador, empreendedor, você não pode operar através de hierarquia, regras, tradição. Você tem que operar através da persuasão e diplomacia”, afirma Rosabeth. É uma grande mudança para uma nova vida.